A gestão financeira é muito mais do que a realização do controle mensal do seu negócio. Vai além, é também o desenvolvimento de projeções, metas e análises. Quando juntamos todos os dados obtidos ao longo do tempo e fazemos análises, é possível planejar o futuro da empresa e alcançar a tão desejada lucratividade.
Para isso, pode-se desenvolver:
- Plano de controle dos custos e das despesas, que irá orientar sobre os gastos e determinar um limite máximo para as despesas fixas;
- Demonstrativo de resultados do exercício (DRE), que irá mostrar a saúde financeira do mês atual e comparar com os de meses anteriores;
- Planejamento financeiro, que irá mostrar como a empresa irá se comportar nos próximos anos, quais gastos haverá em cada mês e uma projeção das vendas.
- Plano de Vendas, que irá orientar colaboradores sobre as metas a atingir diária, semanal ou mensalmente;
Mas para obter a lucratividade é só desenvolver esses relatórios e analisá-los? Não! Para alcançar o objetivo é necessário ter CRIATIVIDADE! Isso mesmo!
Como assim? Os números irão apresentar o cenário. Desde como se comporta os seus clientes, a quantidade de vezes que eles retornam, o tipo de produto que mais consomem, até como está o controle de estoque, o processo produtivo e se está ocorrendo desperdícios. Indicam problemas em toda a cadeia produtiva, desde o fornecedor até o pós-venda.
E é aí que a criatividade entra em cena. Para melhorar o cenário é necessário criar estratégias. E acredite, na maioria das vezes é possível utilizar o mínimo de recurso e entregar um produto/serviço UAU para os consumidores. Esses que hoje, além de produtos de qualidade, desejam preços baixos! Como? Abaixo dou algumas dicas:
- Se o problema for relacionado a queda de vendas é necessário entender o porquê do não retorno e também entender o que faz os atuais clientes permanecerem no seu estabelecimento. Pesquisas de satisfação ou conversas diretas com consumidores, trocar ideias com concorrentes e/ou fornecedores realizar consultas em fontes de informações confiáveis são boas maneiras de entender o comportamento, desejos e atitudes de todos os envolvidos. Em alguns casos, lembrar os clientes que sua empresa existe, seja através de redes sociais, mensagens ou ligações, faz grande diferença.
- Se o problema for na eficiência dos processos, combata-os otimizando e padronizando os procedimentos, treinando o pessoal e/ou trocando de fornecedor. Analisar as etapas deve ser uma ação contínua, pois qualquer erro pode levar a grandes perdas. O ciclo PDCA é um ótima ferramenta para auxiliar na manutenção dos processos.
- Determine o limite de recurso que será disponível para realizar as mudanças, avalie as opções e utilize a criatividade para focar em soluções que não as ultrapassem.
- Através do marketing, incentive a venda de produtos de maior margem de contribuição, aqueles que mais geram lucros, assim, há um aumento no tíquete médio (média de vendas por pessoa).
Por isso os números são importantes, quando consultados frequentemente e com facilidade, ajudarão na construção de estratégias para melhorar os resultados. O importante é tentar prever e alterar rumos tanto em relação a oportunidades quanto em relação a ameaças. Porém sozinhos, os números não fazem nada, é necessário conhecer o seu público-alvo, concorrentes, tendências e PENSAR FORA DA CAIXA!
As estratégias não são desenvolvidas só pelos diretores, toda a equipe é importantíssima nesse processo. Estimule a criatividade entre a equipe. Brainstorming, lançar desafios e sair da rotina são algumas das opções que podem ajudar a gerar ideias que irão proporcionar ganhos de produtividade e redução de desperdícios, aumentando a lucratividade.
E por fim, acompanhe o desempenho a TODO MOMENTO! Quanto mais rápido for detectado um ponto de melhoria, mais rápido será corrigido e menores chances de perdas!
Referência Bibliográfica
BRAGA, Roberto M. M. Gestão da Gastronomia: custos, formação de preços, gerenciamento e planejamento do lucro. 5ª edição revisada e ampliada. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2017.

